Maria Alessandra Chianca Ferreira de Araújo

Categoria: Literatura (contos, ensaios, crônicas, publicações virtuais);
Artista: Maria Alessandra Chianca Ferreira de Araújo
Problema: As transformações que assustam o mundo com o processo da Pandemia, trouxeram vários questionamentos com relação ao modo como nos organizamos socialmente, de que maneira dispomos e usamos o tempo e, principalmente, o sentido da vida. O isolamento social nos impôs um processo de introspecção, de conexão com nossa identidade, trazendo á tona, um caldeirão de sentimentos, expondo a fragilidade humana diante da grandiosidade da força da natureza. Um virus, o Sars-Cov-2, causador da Covid 19, impôs ao ser humano uma nova realidade dura e cruel: a necessidade de nos mantermos afastados de quem mais amamos. Um sentimento de impotência e estranheza tomou conta do mundo num processo quase esquizóide dando a sensação de que estamos num pesadelo coletivo. Tantos sentimentos vivenciados, necessitam de expressão para nos mantermos minimamente equilibrados e nada como a arte, com seu poder catártico e libertador, através de suas várias formas de expressão para materializarmos a nova realidade que amedronta o mundo. Viva a arte e a liberdade criativa de ser e existir.
Solução: Andarilho da vida Vestido de utopia Dos sonhos destruídos Busco a esperança Nos becos Nas ruas escuras Nos escombros Nos bares Nas noites Nos encontros com os amigos Busco a esperança Como como um caçador de tesouros de uma civilização há muito esquecida Busco a esperança Entre os saltimbancos da vida Em meio aos que forjam alegria apesar do mau tempo Das tempestades e furacões Apesar do mal presságio que habita o coração do meu povo Busco a esperança No cotidiano desgastado pelo tempo banal Banal como a existência sem sonhos Banal como um povo sem comida Como um povo sem teto Como um povo sem dignidade Um povo usurpado do direito a ser feliz Busco e continuarei a buscar esperança Caçador de tesouros que sou Pirata rebelde Das matilhas revolucionárias De reinos ancestrais Forjando no cotidiano Com outros milhares de andarilhos Mambembes que somos A construção de novos sonhos Pois sonhos jamais morrem Sonhos não envelhecem Assim como a liberdade O direito de sonhar Alessandra Chianca
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